|
Pais e estudiosos da pessoa com Síndrome de Down tendem a preocupar-se
quase que exclusivamente com aspectos ligados a deficiência mental
de suas crianças, suas dificuldades de fala ou de aprendizagem,
esquecendo às vezes, a importância do desenvolvimento social
e da independência. Preocupando-se unicamente com a reabilitação
neste sentido, corre-se o risco de esquecer que, no que se refere à
capacidade de tornar-se autônoma, a criança Down pode alcançar
um nível satisfatório e bastante próximo de sua idade
cronológica. Por exemplo, um menino Down de oito anos de idade
terá maiores dificuldades escolares que um menino não Down
da mesma idade, mas seus graus de autonomia podem ser semelhantes.
A criança Down, além de ler e escrever, deve sobretudo aprender
a ser independente e a ter um bom comportamento social. Comportar-se bem
é pré-requisito essencial para boa inserção,
para ser aceito pela comunidade, mas é necessário que os
pais eduquem a criança neste sentido desde os primeiros anos de
vida. A partir de pesquisas realizadas na Inglaterra e nos EUA, verificou-se
que é principalmente baseado no comportamento social que o indivíduo
Down poderá integrar-se adequadamente entre outras crianças
e, como adulta, no mercado de trabalho. Estas pesquisas mostraram que,
para ser aceito no trabalho, conta mais o grau de autonomia e de comportamento
social, do que propriamente o nível de escolaridade. Assim, podemos
deduzir que para o indivíduo Down naturalmente a escola é
importante, mas é também fundamental o comportamento autônomo
e social aceitável.
A. Zandon Hobart
Traduzido do texto "Educare all'Autonomia" da Associazione Bambini
Down |