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INSERÇÃO PROFISSIONAL POTENCIALIZA AUTONOMIA DE PESSOAS COM SÍNDROME DE DOWN
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Apesar disso, apenas 3% desses jovens estão no mercado de trabalho. O estudo foi realizado com 36 indivíduos, de ambos os sexos, com Síndrome de Down, nove deles inseridos no mercado de trabalho. Todos tinham idades entre 20 e 29 anos, retardo mental de grau leve a moderado e receberam atendimento nos Programas de Estimulação Precoce, Educacional e de Capacitação para o Trabalho da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), de São Paulo. Testes
que medem maturidade social mostraram que as normas que regulamentam o
ambiente profissional são transferidas para a rotina de vida das
pessoas com Síndrome de Down, quando estão incluídas
no mercado de trabalho. Interação social e ajustes comportamentais A socialização e a comunicação também se mostraram como habilidades mais desenvolvidas entre aqueles profissionalmente incluídos e reforçam a idéia de que a inter-relação no ambiente de trabalho, por ser diversificada, os leva a um processo de constante adaptação. Eles freqüentam cursos extracurriculares e eventos na escola sem a companhia de outra pessoa, escolhem suas amizades, marcam encontros, revelam maior capacidade de se comunicar e interagir socialmente em contextos diversos, elaboram metas reais em longo prazo e descrevem planos para alcançá-las. "Também foi significante a diferença de alterações comportamentais entre um grupo e outro", explica a pesquisadora. "Os indivíduos não inseridos no mercado de trabalho apresentaram maior incidência de birra, teimosia, irritabilidade, ansiedade e impulsividade relacionadas, sobretudo, à superproteção familiar, institucional e escolar, como forma de compensação das dificuldades ou defasagens apresentadas pela pessoa com Síndrome de Down". Estímulo familiar A psicóloga explica que os fatores que impulsionam a aquisição de habilidades para o trabalho são, principalmente, a aceitação e o incentivo no meio familiar, educacional e social. "Entretanto, algumas famílias resistem a incluir seus filhos profissionalmente, pois ainda alimentam sentimentos ambivalentes com relação às possibilidades de conquista profissional, superprotegendo-os", afirma. Exemplo disso é um levantamento realizado, em 2006, pela APAE de São Paulo, o qual mostra que apenas 3% dos jovens com Síndrome de Down atuam no mercado de trabalho. No estudo realizado pela APAE também se verificou que uma pequena porcentagem das pessoas que ingressava, ainda bebês, no programa do Setor de Estimulação Precoce chegava à etapa de capacitação profissional. Os dados mostram que a grande maioria era encaminhada para programas ocupacionais não-profissionalizantes na adolescência ou no início da vida adulta. "Para a pessoa com Síndrome de Down, o trabalho vai além da realização profissional. Ele rompe paradigmas socialmente sedimentados por preconceitos e estigmas que limitam o acesso dessas pessoas ao exercício da cidadania". |
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