TRABALHAR FAZ A DIFERENÇA

Fonte:
Assessoria de Imprensa Voluntária
Alunos do 5° período de Jornalismo da Univali
Karine Wenzel: karinewenzel@yahoo.com.br - (47) 3348-0120 / 9967-1342
Yana Lima: yanaslima@hotmail.com - (47) 3348-3991 / 9957-7714

O mês do trabalho é o símbolo da luta diária de todas as pessoas, até mesmo as mais especiais.

Dizem que para se sentir completo todo ser humano precisa plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho, não necessariamente nessa mesma ordem. Mas para se sentir feliz hoje em dia as pessoas sonham e almejam muitas coisas, como poder estudar, ter um parceiro, construir uma família, um lar, e ter condições de sustentá-lo. Um dos valores mais preciosos do homem é o trabalho. Trabalhar é sinal de caráter, orgulho e satisfação. Deixa o homem mais forte, lhe atribui mais motivos para viver. Ser médico, dentista, gari, secretário, professor, pintor, não importa o que você faz, mas como você faz.

O trabalho é tão importante que tem lei, prêmios e data. No mês de maio todos que sabem o que é levantar cedo, ou passar a madrugada em claro orgulham-se ainda mais da sorte de ter um emprego. É por isso que essa vitória é comemorada.

E se trabalhar faz parte da felicidade, nada mais justo que todos tenham esse direito. Ricardo Claudino tem 30 anos e nasceu na cidade de Itajaí, em Santa Catarina, onde mora até hoje com os pais. Ele freqüenta a Associação para o Desenvolvimento Artístico Cultural e Ocupacional do Portador de Necessidades Especiais (Adaco Ofearte) desde 2002. A Ofearte é uma ONG que promove a pessoa com necessidades especiais como um ser potencial, através das diversas faces da arte, como dança, pintura, música e artes plásticas. Ricardo sempre foi um aluno destaque, de muitos amigos e muitas namoradas: “agora estou solteiro e não posso mais arrumar namorada na Ofearte, três ex-namoradas já dão muita dor de cabeça”, brinca ele.

Admirador de um bom pagode e futebol, Ricardo teve a oportunidade de estudar até a quarta-série primária. Hoje em dia é auxiliar de biblioteca na Biblioteca Pública Municipal e Escolar "Norberto Cândido Silveira Júnior" em Itajaí. Ricardo tem síndrome de Down e fala, com um sorriso no rosto, da atividade que a cada dia o deixa mais feliz.

Há quanto tempo você trabalha na biblioteca?
Desde abril de 2002. Passei no concurso público em segunda chamada. Em abril completou cinco anos que trabalho lá. Vou tirar férias em julho e já posso até tirar minha licença premium.

Quais atividades você desempenha lá?

Eu começo a trabalhar uma e meia da tarde, mas gosto de chegar mais cedo. De manhã ajudo minha mãe em casa e chego lá na Biblioteca 13h04 mais ou menos. Aí, quando entro, assino o ponto e começo organizando os livros, coloco em ordem e reponho nas prateleiras.

Qual a importância do trabalho para você?

É muito importante para mim. Gosto muito da biblioteca. Lá faço muitos amigos. É bom porque vive cheio de gente. Conheço os funcionários, os usuários e também tem muitas gatinhas (risos). E quando tenho uma horinha livre lá, gosto de ler jornal, revista e alguns livros.

Você já trabalhou em outro lugar?
Eu trabalhei na Secretaria de Educação aqui de Itajaí. Eu era office-boy. Trabalhava bastante, levava merendas nas escolas, fazia entregas.

E o que você faz com o seu salário?
Comprei uma televisão, um som e o meu computador. Gosto também de comprar DVD e CD de música. Adoro o Zeca Pagodinho.

Qual o seu maior sonho?
Gostaria de ser músico. Toco teclado há 11 anos. E a Biblioteca sempre me apóia em todas as atividades. Quando tenho ensaio ou apresentação, posso trocar o turno de trabalho ou então repor horário. Outro sonho é conhecer o Rio de Janeiro. Queria ver o Vasco ganhar do Flamengo no Maracanã.



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