CRESCER-DOWN

Pais e estudiosos da SD tendem a se preocupar quase exclusivamente com aspectos ligados ao comprometimento intelectual de suas crianças, suas dificuldades de fala ou aprendizagem, esquecendo às vezes, da importância do desenvolvimento social, emocional e de sua independência.
Preocupando-se unicamente com a reabilitação, corre-se o risco de relevar a capacidade da pessoa com SD de tornar-se autônoma, capaz de fazer escolhas e ter uma vida social adequada a seus desejos e possibilidades.


O jovem com SD, além de falar bem, de ler e escrever, de se desenvolver academicamente, deve também aprender a ser independente e a ter um bom comportamento social. O bom comportamento é pré-requisito para a integração, para aceitação na comunidade, e seria necessário que os pais educassem seu filho com uma expectativa de autonomia desde seus primeiros anos de vida. Porém, o que se observa é que as prioridades ao desempenho escolar, além de uma postura freqüente de superproteção, acabam por desenvolver sujeitos que chegam à adolescência despreparados para enfrentar as demandas e conflitos inerentes a essa fase..

A falta de habilidades muitas vezes está relacionada à ausência de oportunidades, provocada pela baixa expectativa dos pais e profissionais em relação à criança com SD. Até pouco tempo atrás, acreditava-se que as limitações dos jovens com SD eram muito maiores e, portanto, esperava-se pouco deles. Hoje sabemos que eles podem muito, desde que lhes sejam dadas as oportunidades adequadas.

A entrada e permanência de uma pessoa com SD no mercado de trabalho depende não apenas de suas habilidades e nível de escolaridade, mas também de seu grau de autonomia e de seu comportamento social.

Além da autonomia, outros aspectos são relevantes nesta fase: sabe-se que a adolescência é um período de mudanças e não é porque o adolescente tem SD que ele não irá vivenciá-las. É importante, portanto, que os adolescentes com SD possam viver esse adolescer, através do auto-conhecimento e grupos de convivência. A autonomia é coroada pela inserção no mercado de trabalho e na realização plena de sua cidadania.

Pensando nisso tudo, criamos o grupo Crescer-Down.



É um grupo que favorece o desenvolvimento sócio-afetivo, cognitivo e profissional de adolescentes com Síndrome de Down, oportunizando ao jovem as ferramentas de que precisa para ser um sujeito autônomo.

O grupo Crescer-Down é formado por profissionais e jovens com Síndrome de Down com idade a partir de 11 anos, e tem o objetivo de desenvolver:

- vínculos de amizade
- habilidades de vida diária
- mobilidade urbana
- auto-conhecimento
- conceito de cidadania
- auto-determinação
- acompanhamento laboral
- eventos de lazer.

O nosso maior objetivo é a AUTONOMIA da cada participante, atingido através do estabelecimento do hábito de perceber, avaliar, e fazer escolhas em relação a sua vida atual e futura.

Estrutura dos encontros:

Os encontros são semanais com duração de 2 horas, sendo a Clínica Evolutiva (Curitiba) o ponto de encontro ou local das reuniões.Os grupos são pré-determinados, e organizados de acordo com as características de cada participante e com os objetivos a serem trabalhados.

Informações:

(41) 3223-5364

Horário de funcionamento, de segunda à sexta, das 13:30 às 18:00





O Crescer-Down acredita que trabalhar faz bem e é possivel. Os nossos jovens trabalhando no Carrefour e na Gráfica Vicentina comprovam isso!




Capacitação de jovens com SD para Recepção em Eventos.

Uma parceria da Reviver com a Unilehu
Universidade Livre de Humana
www.unilehu.org.br

Desta parceria, surgiu o grupo NÓS- Novos Olhares. Jovens com SD capacitados para serem recepcionistas de eventos e congressos. Jovens do grupo Nós: novos olhares ao potencial positivo de pessoas com SD.
Para contato e contratar serviço do grupo Nós: (41) 3223-5364.
   

   

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